VASCO: SÍMBOLO DA IMORTALIDADE E DO RENASCIMENTO
“Enquanto houver um coração infantil, o Vasco será imortal”.
Cyro Aranha
O que mais me impressiona na famosa frase (acima) do saudoso presidente cruz-maltino, Cyro Aranha, é que ela é uma síntese (e o segredo) da força do Vasco e da sua torcida. Essa característica do vascaíno (única) de nunca perder a esperança e de acreditar que o futuro será sempre melhor, faz do nosso clube um símbolo da imortalidade e da esperança que se renova a cada dia.
É desse coração infantil, apesar dos nossos mais de cem anos de existência, que tiramos força para enfrentar as dificuldades e seguir em frente. Nada pode nos deter. Nosso limite é o céu. Ainda que tudo esteja contra a gente, seguimos na caminhada, certos de que, aconteça o que acontecer, o Vasco sobreviverá. Como uma “Fênix”, símbolo da imortalidade e do renascimento espiritual.
Esse momento que o Vasco vive agora tem tudo a ver com o espírito da frase do Cyro. Vascaíno que é vascaíno, não se curva ante as circunstâncias. Como diz o velho ditado, vascaíno que se preza, faz do limão uma limonada e segue em frente, na base da superação e do amor ao clube.
Os frutos dessa mentalidade estão por todo o canto. Reconheço que ainda há muito por fazer, mas é inegável que demos um salto de qualidade em todos os níveis. Basta olhar os resultados obtidos até agora.
Recentemente, inauguramos um espaço “Vip”, que é mais um feito dessa gestão da qual faço parte, em nosso estádio onde o torcedor já começa a sentir a comodidade com a compra do seu ingresso através do cartão de crédito. Enquanto assiste aos jogos com todo o conforto, um espaço exclusivo com lanchonete e um minicampo de grama sintética para as crianças além de banheiros totalmente reformados aguardam o vascaíno no intervalo.
Mas queremos mais. Estamos em entendimentos com duas empresas de arquitetura para expandir o estádio de São Januário, construído na década de 30, com vistas a transformá-lo numa arena de 50 mil lugares (hoje são 24 mil). Para isso, será necessário fechar o anel de arquibancada. Ao mesmo tempo, o clube quer manter intacta a capela que fica atrás de um dos gols, para não quebrar a tradição católica do clube.
Mas quero ressaltar que uma das conquistas mais expressivas que obtivemos é de interesse comum do futebol do Rio e porque não dizer, do Brasil (e aí, falo em nome dos quatro grandes porque estamos juntos nessa empreitada). Conseguimos modificar as relações entre esses clubes fora de campo, fruto de uma mentalidade gestora moderna que busca única e exclusivamente, o crescimento como um todo do futebol do estado. Isso é muito saudável para o desporto de uma maneira geral. Nossa rivalidade se restringe apenas ao campo.
Aproveito a oportunidade para fazer um registro que, de certa forma, tem tudo a ver com essa nova mentalidade. Refiro-me ao episódio Ricardo Gomes (uma pessoa que merece todo o nosso respeito, tanto como profissional do futebol como figura humana), que foi amplamente divulgado pela imprensa, até internacional. Por um breve momento, as rivalidades foram postas de lado e as manifestações de solidariedade ganharam as manchetes do Brasil e do mundo. O Ricardo Gomes involuntariamente acabou se transformando no símbolo dessa nova ordem que começa a imperar no nosso futebol. Competir é importante sim, mas sem perder de vista os valores da civilidade que norteiam as relações humanas.
Quero também, aproveitar o momento para dar as boas-vindas aos internautas que acessam o nosso site, agora, de cara nova para facilitar ainda mais a divulgação de tudo o que diz respeito ao Club de Regatas Vasco da Gama.
ROBERTO DINAMITE
Presidente
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